Num sistema de visão artificial industrial, a câmara capta a imagem, mas é o software de visão artificial que decide. É o cérebro que interpreta cada pixel, aplica os critérios de qualidade e ordena aceitar ou rejeitar em milissegundos. Neste artigo explicamos o que faz exatamente esse software, em que se diferencia do hardware e porque desenvolvê-lo à medida muda por completo o resultado.
O que faz o software de visão artificial
O software recebe a imagem, processa-a e avalia-a: localiza o objeto, mede, lê códigos ou textos, compara com um padrão de referência ou aplica um modelo treinado para reconhecer defeitos. Dessa análise gera uma decisão e um sinal para a linha. Todo o valor da inspeção vive nesta camada.
Software versus hardware
A câmara, a iluminação e a ótica captam bons dados; o software converte-os em decisões fiáveis. O mesmo hardware pode resolver ou falhar consoante o quão bem afinado está o software. Por isso, em visão artificial, investir na parte de software costuma ser o que separa uma inspeção robusta de outra que dá falsas rejeições.
Regras clássicas e deep learning
O software tradicional aplica regras e algoritmos determinísticos, ideais para medidas e defeitos bem definidos. Quando o defeito é variável —tons, texturas, produtos orgânicos—, entram os modelos de deep learning, que aprendem a distinguir o correto do defeituoso a partir de exemplos. Combinar ambas as abordagens cobre quase qualquer desafio.
Porque o software à medida faz a diferença
Cada linha, produto e defeito é diferente. Um software à medida ajusta-se ao seu processo real: as suas tolerâncias, os seus formatos, a sua integração com o controlo e a sua rastreabilidade. Face a soluções fechadas, traz flexibilidade para evoluir quando muda o produto ou a norma.
Na AIS Vision Systems desenvolvemos software de visão artificial à medida e sistemas completos de visão artificial para o controlo de qualidade em linha. Diga-nos o que precisa de inspecionar e desenhamo-lo para o seu processo.