A câmara é o “olho” de qualquer sistema de visão artificial: capta a imagem que o software vai analisar. Escolher bem o tipo de câmara —e a sua ótica e iluminação— é determinante para uma inspeção fiável. Neste guia revemos os principais tipos de câmaras para visão artificial e as suas aplicações industriais.
O que a câmara faz num sistema de visão
A câmara converte a luz refletida pelo produto numa imagem digital. A sua resolução, velocidade e sensibilidade determinam que defeitos se podem detetar e a que cadência. Trabalha sempre com a ótica (foco e campo de visão) e a iluminação, que realça as características a inspecionar.
Tipos de câmaras para visão artificial
- Câmaras de área (matriciais): captam uma imagem 2D completa; as mais versáteis para inspecionar peças, rótulos ou presença.
- Câmaras lineares (line-scan): varrem linha a linha; ideais para material contínuo (bobinas, filmes) ou produtos cilíndricos a girar a 360°.
- Câmaras 3D: medem volume, altura e forma; úteis para metrologia e controlo de enchimento ou montagem.
- Câmaras de alta velocidade: congelam processos muito rápidos para inspecionar linhas de grande cadência.
- Câmaras multiespetrais/IR: veem para além do espetro visível para detetar defeitos invisíveis ao olho.
Como escolher a câmara certa
A escolha depende do defeito a detetar, do tamanho da peça, da velocidade da linha e da resolução necessária. Mais megapíxeis nem sempre é melhor: o importante é o equilíbrio entre câmara, ótica e iluminação. Pode aprofundar o conceito geral no artigo de visão computacional na Wikipédia.
Aplicações industriais
Com a câmara adequada, a visão artificial inspeciona rótulos e códigos, deteta defeitos superficiais, mede peças, verifica montagens e controla a embalagem, em setores como alimentação, farma, automóvel ou packaging.
Na AIS Vision Systems selecionamos e integramos a câmara, ótica e iluminação ideais para cada aplicação de visão artificial. Diga-nos o que precisa de inspecionar e desenhamos o sistema à medida.